ESCUTE! Direto do presídio, vagabundo tenta aplicar golpe; veja dicas da delegada

ESCUTE! Direto do presídio, vagabundo tenta aplicar golpe; veja dicas da delegada

0

Fim de ano chegando, 13º salário na conta e a criatividade dos vagabundos à todo vapor. Na última sexta, por volta das 6h, um dos marginais acostumados a aplicar o famoso “golpe do presídio”, entrou em contato com a redação do Informe Baiano. Não deu! De cara, percebemos a intenção. Desmascarado, o safado ainda esculhambou nosso repórter. É preciso ficar esperto para não cair na armação. Antes das dicas da delegada Carla Ramos de como se comportar diante do crime, escute abaixo o diálogo.

Dicas da delegada

A titular da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR), doutora Carla Ramos, disse que, geralmente, os criminosos utilizam três tipos básicos de argumentos: parente sequestrado; golpista se passando por amigo assaltado ou vítima de acidente; e ganho de prêmio mediante pagamento. A dica é, em primeiro lugar, manter a calma. Em segundo, buscar contato com a suposta vítima. Veja abaixo a entrevista!

Informe Baiano: São três tipos de abordagem, doutora?

Carla Ramos:  O primeiro tipo geralmente deixa a pessoa mais nervosa e algumas pessoas fazem coisas inimagináveis. Teve um caso que o bandido colocou a pessoa em um hotel por três dias e tiraram mais de 80 mil reais. Nesse caso, liga imediatamente para a Polícia e não pode ceder. No caso de acidente, a mesma coisa. Tem que confirmar se o fato aconteceu. Outra coisa, a pessoa tem que se policiar para não se desesperar e em um caso desse, não dar o nome. O bandido não tem bola de cristal. O bandido vai adivinhando porque ele está prestando atenção no que a vítima fala. Você atende o telefone e grita: fulano? Aí ele já sabe o nome. Entendeu? Ele está ali pescando.

IB: E o terceiro caso?

CR:  No terceiro, que é o caso de ganhar um prêmio ou uma casa, é importante saber que nenhuma instituição séria dessa vai exigir dinheiro. Se você está participando de um sorteio, você não precisa pagar nada. Por mais feliz que a pessoa se sinta, ela tem que ter um pouquinho de senso e de sentido. 

IB: Fim de ano, aumenta ainda mais os golpes, né? Décimo terceiro salário…

CR: Eles vão querer cair matando, sim. Uma parente minha, por exemplo, me ligou uma certa vez falando sobre sequestro. A gente verificou e viu que era um golpe. É impressionante. Mas é uma coisa do momento. Às vezes eles pegam a pessoa fragilizada, uma pessoa mais velha. 

IB: E esses telefones sem identificação? As contas?

CR: Geralmente são centrais PABX, o famoso Fala Brasil. São telefones não identificados. É difícil, mas há casos que a gente consegue rastrear pela conta. Tem casos de pessoas que emprestam a conta ao bandido para ganhar um dinheiro fácil. Ela recebe uma quantia do bandido para emprestar o cartão. Aquela pessoa também é responsabilidade pelo crime, pois ela é beneficiada. Já houveram, inclusive, casos na Bahia que resultaram em prisão.

Campartilhe.

Deixe Um Comentário

Facebook login by WP-FB-AutoConnect